A água que você bebe todo dia, do galão, do filtro ou do purificador de água, pode conter vírus ou bactérias, mesmo aparentemente limpa. Isso porque os micro-organismos nem sempre mudam a cor e o gosto do líquido.
Para evitar riscos de doenças, é preciso fazer a manutenção regular dos aparelhos usados em casa ou no trabalho. O box do banheiro também deve ser limpo com frequência, com uma escova e água sanitária diluída em água.
Segundo o infectologista Caio Rosenthal e a química especializada em filtros Kátia Nakau, os purificadores e filtros não tratam a água – essa é uma tarefa das companhias de tratamento. Os aparelhos apenas melhoram a qualidade, ao reduzir o cloro e reter partículas e micro-organismos.
Para saber as características do equipamento, que deve ter o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), veja sempre o rótulo.
A retenção de partículas tem uma classificação que vai de P1 a P6; e a eliminação de cloro, de C1 a C3. Em ambos os casos, quanto menor o número, melhor. Já a eficiência bacteriológica significa a capacidade de o aparelho reduzir o número de bactérias e impedir a proliferação delas.
A água para consumo deve ser desinfectada quando apresentar coloração diferente do habitual. Filtre-a antes da adição de hipoclorito de sódio a 2,5%. Para cada litro, são duas gotas do produto. Na ausência do hipoclorito, ferver a água é um método seguro.
Para quem tem purificador, é importante lembrar que o filtro no interior precisa ser trocado. A limpeza é indicada pelo fabricante. Alguns recomendam limpar com a própria água do aparelho e outros dizem para usar hipoclorito.



